“Vivemos em grupo, o sentimento de pertencimento a uma cultura é compartilhado por todos os seres humanos. Este sentimento é responsável por valores importantes como o respeito, a justiça, a solidariedade e a dignidade humana. O grande desafio da sociedade hoje é aprender a conviver valorizando as diferenças.

Neste último domingo, 8 de março de 2020, foi dia de recebermos muitas homenagens nos chamando de supermulheres. Sim, sem dúvida somos super! 
Somos superheroínas quando continuamos a usar o transporte público, mesmo com os índices de assédio nesses meios terem subido 18% em 2020. 
Somos super quando damos nosso melhor no trabalho, mesmo sabendo que os homens ganham em média 20% a mais que a gente. 
Somos super quando seguimos vivas, mesmo com o Brasil registrando um caso de feminicídio a cada 7 horas. 
Somos super quando continuamos a sair de casa quando, só no ano passado, o Brasil teve 66 mil casos de estupros. 
Somos super quando enfrentamos 1 caso de agressão contra a mulher a cada 4 minutos, a imensa maioria, dentro de nossos próprios lares.
Somos supermulheres, sem dúvida, quando insistimos em formar uma família, assumindo o dobro das tarefas domésticas em relação aos nossos companheiros. Isto é, quando eles permanecem ao nosso lado, o que não é o caso nas mais de 12 milhões de famílias brasileiras chefiadas apenas pela mãe, avó ou tia.
O fato é, que não somos super. Somos mulheres vivendo em um país que ainda nos trata muito mal. Os poderes que nos atribuem, na verdade, apenas disfarçam condições econômicas, sociais e culturais de muita desigualdade entre os sexos. Pior ainda, dando a estas desigualdades um certo charme...um glamour que nos impede de ver as coisas como elas realmente são: injustas, violentas, abusivas. Por isso, precisamos desconstruir o mito da supermulher. E a escola tem muito a contribuir com esta desconstrução. A partir desta semana, a Convivere + vai postar propostas de atividades para você refletir com suas alunas e alunos sobre a condição feminina. São propostas que vão desde as séries iniciais, até os últimos anos do ensino médio. O material foi elaborado de forma a trazer o tema de maneira transdisciplinar e sistematizada, afinal, não é atuando em um dia no ano que transformamos uma nação. 
O desafio está lançado! Siga nossas páginas no Facebook e no Instagram. Vamos lutar para que  nossas meninas e meninos vivam numa sociedade onde ninguém precisa ser super para viver.
Assinado: Mulheres da Convivere Mais 
#8m #diadamulher #c+
Neste último domingo, 8 de março de 2020, foi dia de recebermos muitas homenagens nos chamando de supermulheres. Sim, sem dúvida somos super! Somos superheroínas quando continuamos a usar o transporte público, mesmo com os índices de assédio nesses meios terem subido 18% em 2020. Somos super quando damos nosso melhor no trabalho, mesmo sabendo que os homens ganham em média 20% a mais que a gente. Somos super quando seguimos vivas, mesmo com o Brasil registrando um caso de feminicídio a cada 7 horas. Somos super quando continuamos a sair de casa quando, só no ano passado, o Brasil teve 66 mil casos de estupros. Somos super quando enfrentamos 1 caso de agressão contra a mulher a cada 4 minutos, a imensa maioria, dentro de nossos próprios lares. Somos supermulheres, sem dúvida, quando insistimos em formar uma família, assumindo o dobro das tarefas domésticas em relação aos nossos companheiros. Isto é, quando eles permanecem ao nosso lado, o que não é o caso nas mais de 12 milhões de famílias brasileiras chefiadas apenas pela mãe, avó ou tia. O fato é, que não somos super. Somos mulheres vivendo em um país que ainda nos trata muito mal. Os poderes que nos atribuem, na verdade, apenas disfarçam condições econômicas, sociais e culturais de muita desigualdade entre os sexos. Pior ainda, dando a estas desigualdades um certo charme...um glamour que nos impede de ver as coisas como elas realmente são: injustas, violentas, abusivas. Por isso, precisamos desconstruir o mito da supermulher. E a escola tem muito a contribuir com esta desconstrução. A partir desta semana, a Convivere + vai postar propostas de atividades para você refletir com suas alunas e alunos sobre a condição feminina. São propostas que vão desde as séries iniciais, até os últimos anos do ensino médio. O material foi elaborado de forma a trazer o tema de maneira transdisciplinar e sistematizada, afinal, não é atuando em um dia no ano que transformamos uma nação. O desafio está lançado! Siga nossas páginas no Facebook e no Instagram. Vamos lutar para que nossas meninas e meninos vivam numa sociedade onde ninguém precisa ser super para viver. Assinado: Mulheres da Convivere Mais #8m #diadamulher #c+